Alunos integram estudo sobre o COVID-19 em pacientes reumáticos autoimunes

Com o intuito de avaliar os efeitos da hidroxicloroquina na possível prevenção de formas moderadas a graves da COVID -19 em pacientes com doenças reumáticas autoimunes que já utilizam o medicamento, os alunos do curso de Medicina da Faculdade de Ciências da Saúde de Barretos Dr. Paulo Prata (FACISB) e membros da Liga Acadêmica de Reumatologia (LAR), integram estudo multicêntrico nacional, chamado “Projeto Mario Pinotti II”, liderado pela Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) e que envolve 20 centros universitários brasileiros de nove estados e do Distrito Federal.

Segundo os alunos Fernanda Nardocci e Luís Eduardo Caires Vasconcelos Borges, a oportunidade de poder ajudar de alguma forma com o período de pandemia é gratificante, principalmente quando conseguem melhorar o dia de alguém.

“No projeto, precisamos ligar para os pacientes e fazer entrevistas quinzenais, por isso achamos que isso foi o que mais causou insegurança em virtude de como as pessoas iriam reagir. Porém, o retorno foi muito impressionante, pois são muitas pessoas dispostas a contribuir com informações fundamentais para o desfecho da pesquisa e agradecidas por estarmos nos preocupando com a saúde deles”, completaram.

No total, serão analisados três mil pacientes e seis mil familiares que tiveram contato com esses indivíduos, a fim de se comparar a taxa de infecção entre eles (de moderada a grave). Pela FACISB, espera-se a participação de mais de 300 pacientes que serão atendidos por estudantes voluntários, os quais contam com as orientações das docentes Dra. Gecilmara Cristina Salviato Pileggi e Ms. Ana Beatriz Santos Bacchiega de Freitas.

O nome do projeto é uma homenagem a Mario Pinotti, médico sanitarista e estudioso da cloroquina para o tratamento da malária, uso original da substância. Atualmente, ela também é administrada em pacientes com as seguintes doenças autoimunes: lúpus, artrite reumatoide, dermatomiosite e Síndrome de Sjogren, principalmente. Porém, não se sabe se essas medicações poderiam influenciar negativamente a infecção e nem se a atividade inflamatória das doenças autoimunes poderia ser considerada como fator de pior prognóstico aos pacientes com COVID -19. 

 

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